Um espaço para a prosa e a poesia de todo dia, um espaço para os textos que amamos, os textos que produzimos, os textos que geram outros textos...
Viver em prosa e poesia, sem perder a ingenuidade e a utopia, mas de olhos abertos para o que se mostra, para o que é presente, para o que machuca e para o que se sente.
Agradeço a minha amiga, Professora Valéria Mello Freire, pelo livro Vaqueiros e Cantadores, uma reedição da obra de Câmara Cascudo, pesquisador da arte popular, da cultura sertaneja do Brasil.
A poesia tradicional sertaneja tem seus melhores e maiores motivos no ciclo do gado e no ciclo heroico dos cangaceiros. O primeiro compreende as "gestas" dos bois que se perderam anos e anos nas serras e capoeirões e lograram escapar aos golpes dos vaqueiros. [...]
[...] O ciclo heroico dos cangaceiros, posterior ao ciclo do gado, não tem menor abundância nem influência na "cantoria" sertaneja. Os grandes criminosos estão com suas biografias romanceadas.
Câmara Cascudo
A seguir um exemplo de Poesia de Cordel, de autoria de João Mendes de Oliveira, em homenagem ao Padre Cícero, figura religiosa e mística do sertão, registrado no livro de Câmara Cascudo.
Minha cidade, centenária, comemora seus santos de forma festiva. Iniciam-se em abril as festas, as quermesses, as procissões, uma reunião de devotos, cidadãos conhecidos e desconhecidos, que se unem para louvar e agradecer dons e proteção recebida.
Começamos, se não me engano, com a Festa de São Benedito, que tem história interessante e merece uma postagem especial, seguimos com São José Operário, vivemos agora, neste mês de maio, a Festa em louvor ao Divino Espírito Santo. Ainda em maio, a festa de Santa Rita de Cássia, em junho os Santos Juninos: Santo Antonio, São João e São Pedro e finalmente, em julho, Sant'Ana, padroeira da cidade.
O ponto alto é, com certeza a Festa do Divino, comemorada há 400 anos, com grande aparato e organização.Atrai até mesmo turistas, para uma cidade em que o turismo não é o forte. Nesses dias de festa, a quermesse é imensa, com quitutes usuais e típicos, como o Afogado, um caldo de carne com legumes e o Tortinho, bolinho de farinha de mandioca, com recheio de carne moída.
Mas o que fica mesmo dessa festa toda, é a emoção do povo. As lágrimas dos que carregam bandeiras vermelhas, que contagiam a quem apenas acompanha e observa; as orações emocionadas de pessoas de todas as idades e condições sociais, as mãos elevadas em prece, os olhares.
Uma energia estranha e poderosa nos invade ao percorrer, cantando e rezando, as ruas da cidade, adormecidas ainda. Ao acompanhar a Alvorada, antes do nascer do sol, nos sentimos parte de algo maior, uma irmandade na fé, nas raízes, nas origens.
Mais que uma manifestação folclórica de minha cidade, a festa do Divino Espírito Santo resgata o homem em sua identificação com sua terra, seu semelhante e sua fé.
Olga Duarte Nóbrega
Pintura para cartaz da Festa do Divino de Mogi das Cruzes - 2013
Google Imagens
"Os devotos do Divino vão abrir sua morada
Pra bandeira do Divino ser bem-vinda, ser louvada
[...] Que o perdão seja sagrado, que a fé seja infinita, Que o homem seja livre e a justiça sobreviva" (Ivan Lins)
Como é complicado estar desconectada. A Internet entrou em nossa vida e, sem pedir licença, instalou-se, acomodou-se e invadiu o nosso espaço.
Tornou-se essencial para tudo, das mais simples ações, como enviar uma mensagem, aos mais complexos e cotidianos encargos, como pagamento de tarifas, solicitação de documentos...