quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

APENAS OLHOS


Olhos que se abrem para o mundo,
Olhos que buscam respostas,
Olhos que transbordam em lágrimas
                         de emoção,
                         de dor,
                         de raiva...

Olhos que se cerram em desconforto,
Olhos que escondem a verdade,
Olhos que se fecham
                        para o novo,
                        para o que incomoda,
                        para o diferente...
                        
Olhos que demonstram frieza,
Olhos que espelham a revolta,
Olhos que revelam
                          desprezo,
                          indiferença,
                          sarcasmo...

Olhos que mostram  sabedoria,
Olhos que mostram ternura,
Olhos que compreendem
                          que acolhem
                          que animam
                          o outro.

Olhos que nada revelam,
Olhos que nada buscam,
Olhos que nada demonstram,
                          opacos,
                          vazios,
                          mudos...

                         Olhos, apenas olhos,
                         o tudo e o nada,
                         fragmentado
                         em um piscar, 
                         em um olhar.


SEU OLHAR
Seu Jorge
Youtube

 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

RECORDAÇÕES: TIA NEM


Tia Nem produzia frutas de cera que eram vendidas no Rio de Janeiro. Em uma de nossas visitas a sua casa, um chalé de esquina, com janelas altas, ofereceu algumas a minha mãe, que as deixava no centro da mesa da sala de jantar. Tão perfeitas eram que uma delas, creio que a maçã - o tempo faz diluir as lembranças - tinha as marcas dos dentinhos de meu sobrinho, ainda pequenino, que iludido pela falsa fruta, quis provar do seu sabor...
Uma vez ao ano visitávamos Tia Nem, que não era minha tia, mas a  quem todos em minha casa, até mesmo minha mãe, sua amiga de longa data, a chamavam assim. Não me lembro de sua fisionomia, apenas da acolhida carinhosa e de seu marido, que nos mostrava com um sorriso maroto os belos quadros emoldurados nas paredes. Então, ainda sorrindo,  levantava as molduras para que víssemos que as pinturas faziam parte da parede.
Para meus olhos ainda infantis, quase adolescentes, tudo era encantamento.
A visita aos amigos de minha mãe era obrigatória. E não eram poucos: além de Tia Nem, a família de Agostinho Ramos, de Seu Donato, do José Lopes.
Havia ainda  Dona Doca, uma senhora idosa, de grande sabedoria e ternura. Dela, lembro-me da casa simples e da avenca verdinha sobre a mesa.
Essas lembranças, meio fragmentadas, mantenho com o carinho que vem de gerações, já que a amizade com as famílias de Cachoeira Paulista vem de meu avô que, ao ficar viúvo, para lá levou os três filhos, ainda em luto, para as primeiras férias sem a mãe.
Por alguns anos nossas férias eram passadas ali, já que tínhamos uma casa, no terreno comprado de Seu Donato. No grande quintal do Rancho Alegre, nossa casa, meus sobrinhos passaram por aventuras e descobertas. Mas o tempo, que tudo leva, levou também as nossas férias...
A casa que tínhamos foi vendida, a mãe, que era nosso elo com a cidade também se foi. Hoje Cachoeira é uma cidade pela qual passamos quando vamos para Minas. Mas não há parada... 
O encantamento ficou no passado, nas pessoas que não mais existem, no carinho que guardo no coração. 
Talvez um dia eu volte, quem sabe, para trilhar os caminhos de minha adolescência. Beber a água da Mão Fria, observar o Paraíba que passa ligeiro sob a Ponte, subir o morro ao lado da Igreja do Bom Jesus e lá de cima, olhar o horizonte, tentando resgatar as imagens que meus olhos jovens descortinavam.
Cachoeira hoje é apenas saudade.


Igreja do Bom Jesus da Cana Verde
Cachoeira Paulista, SP
Google Imagens
http://www.minube.com.br/sitio-preferido/igreja-de-bom-jesus-da-cana-verde

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

JOVEM POESIA




Estava agora mesmo a ler uns poemas de Gregório Duvivier, esse competente  comediante, que também se mostra um bom poeta.
Gostei do que li.
Seus poemas trazem um recorte do mundo a partir do olhar e da sensibilidade do jovem destes dias.

SONETO PARA CONSTRUIR JANELAS

                                      Gregório Duvivier

para Paulo Henriques Britto

Erguer antes de tudo uma parede -
a parede no caso é importantíssima,
pois as janelas só existem sobre
paredes, as janelas sobre nada

são também nada e não são sequer vistas.
Em seguida, quebrá-la até fazer
nela um grande buraco, não maior
que a parede, pois precisamos vê-la,

nem menor que seus braços - as janelas
sobre as quais não se pode debruçar
não são janelas, são buracos. Pronto.

Ou quase: agora basta construir
um mundo do outro lado da parede,
para que possas vê-lo, emoldurado.




Frase de João de Barros: http://kdfrases.com/frase/106645
Poema: : http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_de_janeiro/gregorio_duvivier.html
Imagem: http://www.cubadebate.cu/noticias/2010/01/01/ventanas-a-cuba/#.Vr0y6_krIdU

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

É NATAL!

O ar quente invade a sala iluminada.
A família reunida, entre beijos e abraços,
os votos, as palavras de carinho
compõem uma cena amorosa
que se repete a cada ano...
É Natal!

Crianças de olhar iluminado,
Ternura de gerações que se encontram,
A mesa farta aguarda o apetite dos mais jovens,
Sorrisos, afagos, mãos que se tocam.
Olhos nos olhos...
É Natal!

Ah, se todos os dias do ano,
em todas as casas, em todos os cantos,
a mesa fosse farta, as famílias fossem felizes,
o futuro trouxesse certezas.

Ah, se todos os dias do ano,
em todas as casas, em todos os cantos,
a paz e a harmonia, o respeito e a liberdade
fossem a verdade de cada um...

Então,  
para mim, para você, para todo ser vivente
todos os dias do ano
Seriam...  Natal!



A todos os amigos
Votos de Boas Festas e um Ano Novo de Paz e Alegrias



Parque do Ibirapuera, São Paulo
Google Imagens
http://www.dropsmagazine.com.br/2013/12/23/uma-noite-feliz-natal/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

BEIJA-FLOR


Entre paredes,
encarcerado, 
ele voa, rápido, buscando a luz....
Portas abertas,
convite ao voo, ao horizonte,
à liberdade... 
Ele ignora
e se debate, e se volta para a barreira,
que ele mesmo criou...
Ignora a água, a flor cheirosa,
na ânsia inquieta de fugir...
Mas o caminho, sempre o mesmo,
repete, e repete,
e se choca à parede branca,
talvez, quem sabe,  arremedo de céu...
E assim segue, horas a fio,
sem pouso, sem descanso...
Apenas, vez ou outra, um rápido pousar
sobre a lâmpada apagada.
A noite chega e lá está ele,
aconchegado sobre a lâmpada,
lembrando galhos, lembrando ninhos, 
sozinho...
Um novo dia,
uma nova esperança,
renovadas as forças e, finalmente,
percebe a porta, sempre aberta.
Lá vai ele, em seu voo rápido,
em busca de perfume e de cor,
Voa, enfim liberto, beija-flor.





Imagem: Beija-flor do papo branco
http://animais.culturamix.com/informacoes/aves/beija-flor-de-papo-branco
Música: Milhões de estrelas (Almir Sater e Paulo Simões)
Almir Sater -  YouTube

domingo, 29 de novembro de 2015

ETERNA MÚSICA

Por alguns instantes fiquei pensando em algo para postar hoje. 
Depois de emoções intensas nas duas últimas semanas: lançamento de meu livro, encontro de final de ano com amigos queridos, almoço de comemoração dos cinquenta anos de formatura no magistério, volto à rotina de postagens neste blog.



O que escrever?
Recorro à música: deixo para a próxima vez a produção literária e compartilho hoje uma melodia que considero atemporal, além de ser uma das que mais aprecio.
Bom final de domingo a todos os amigos.
Boa semana...
Emocionem-se com Piazzola...



Adios Nonino
Astor Piazzolla
Youtube




domingo, 15 de novembro de 2015

E O LIVRO FICOU PRONTO!


Todos os momentos dedicados ao meu mais novo filho!
Meu livro de contos O olhar da Madona ficou pronto e dedico-me, nos últimos dias, a organizar o lançamento, a enviar convites, a oferecer alguns volumes à família e aos amigos mais chegados.
Por esse motivo, ando sem tempo de postar neste blog ou ler as postagens dos amigos.
Peço perdão aos que costumam ler o que escrevo e espero retornar na próxima semana.
Até lá.


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

SEMPRE POESIA: SEMPRE DRUMMOND

Vivemos tempos áridos...
Somos bombardeados por notícias de um mundo caótico, em que se mata por diferenças, sejam elas sociais, religiosas, políticas... Um mundo em que seres humanos exploram, roubam, agridem outros seres humanos sem escrúpulos, sem  piedade... 
Em nossa vida pacata, tranquila, cercada do carinho dos amigos e da família, parecemos estar em um outro mundo, não aquele retratado nos jornais ou na televisão.
Que mundo é esse? O que lhe falta?
Meu poeta preferido (já disse isso várias vezes), Carlos Drummond de Andrade, nos mostra o caminho. O único. O derradeiro.

ALÉM DA TERRA, ALÉM DO CÉU

Além da Terra, além do Céu.
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Amar se aprende amando. Rio de Janeiro, Record, 1985, p.16


Blog da Cosac Naify
http://editora.cosacnaify.com.br/blog/?p=9149

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

SOBRE MEMÓRIA E AFETO: OLGA DUARTE NÓBREGA

A memória afetiva é algo peculiar. Lembramo-nos de fatos e de pessoas que nos marcaram e nos esquecemos daqueles que não chegaram a nos influenciar, seja de forma positiva ou negativa.
Dentre aqueles que guardo em minha memória, com carinho e admiração, está Olga Duarte Nóbrega. A lembrança dessa grande pintora e poetisa mogiana vem atrelada à imagem de minha mãe, que também muito a admirava e estimava.
Coube-me como herança,  a tela  de Olguinha, como ela a chamava, e que tenho agora na parede que fica atrás de mim, enquanto digito estas palavras.
Representa um caminho, em que se vislumbra a silhueta de uma mulher e de uma criança. Á direita um conjunto de árvores e à esquerda uma construção que poderia ser uma casa, ou uma escola. Conhecendo a trajetória de minha mãe, professora que iniciou sua carreira na roça, em casas cedidas pelos fazendeiros, é possível perceber que a tela é uma homenagem a ela.
No verso, a dedicatória, com palavras de carinho e admiração, e a data: maio de 1980.
Até hoje ativa e produzindo belas obras de arte, Olga Duarte Nóbrega  faz parte dessa legião de artistas que vive e produz em Mogi das Cruzes, minha terra.




Olga Duarte Nóbrega nasceu em Mogi das Cruzes e desde criança se interessou por artes plásticas e poesia, até que em 1961 passou a ter aulas no ateliê do pintor e professor de pintura Antonio Ferri. "Seu estilo pode ser definido como Expressionismo Figurativo, com seu modo peculiar, poético e espiritualista de representar a vida", destaca Mieka Fukuda.[...]
Seus gêneros prediletos são paisagens com casarios, com capelas e igrejas, e urbanas, além de retratos cenas de cultura popular, de manifestações religiosas e folclóricas e natureza morta.

(Texto publicado na página da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, em 09/12/2011, quando da entrega do título de Honra ao Mérito a Olga Duarte Nóbrega.)


Olga em homenagem na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes
http://www.cmmc.sp.gov.br/

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

APENAS MUROS

Muros, muros, muros é o que se vislumbra,
no horizonte árido e opaco...
Não há esperança
apenas o medo...
Criado, cultivado, perpetuado
ele se instala muito cedo
transvestido, disfarçado, transformado
em precauções, em desconhecimento...

E do outro lado do muro está o mundo
inteiro, crescente, avassalador.
E o diferente está do outro lado.
E o que intriga, está do outro lado.
E o que magoa está do outro lado.
Do outro lado está também o novo,
o desconhecido, o muito que existe a desbravar...

Mas na aridez da vida que se vive,
Apenas muros é o que se vislumbra,
não há luz, até o céu torna-se opaco...




SUBSOLO ART
FRASES PICHADAS - MUROS E PENSAMENTOS III
subsoloart.com/blog/2013


"No horizonte vislumbravam-se mais muros do que estrada." Mia Couto

Palavras proferidas por Mia Couto em vídeo que circula pelas redes sociais.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O SEMEADOR


No meio do campo ele para

e volve os olhos para o caminho percorrido.
Relembra a terra fértil que lhe foi entregue
ávida de semente e de cuidados.
Recorda o trabalho, preparando o solo,
o depositar da semente,
o carinho, o desvelo,
o despontar dos brotos,
primeira resposta ao seu labor.
As dificuldades que enfrentou,
tempestades e vendavais,
sem desânimo ou desalento,
constante presença
a refazer,
a recomeçar, sempre...

E agora ele se volta para o que o espera:
novos campos, novas terras, novas sementes,
novas dificuldades também...

Mas o ideal é forte
e ele segue sua missão sublime:
fazer crescer a planta,
fazer nascer o broto,
fazer brotar a vida!




Escrevi este texto há anos, por ocasião de uma comemoração do Dia do Professor. Minhas palavras procuram refletir o trabalho desse profissional tão desvalorizado nestes tristes tempos que vivemos.
Minha singela homenagem a todos aqueles que, a despeito de tudo e de todos,  mantêm o ideal de uma educação de qualidade.


Para nosso enlevo, uma bela melodia neste fim de noite. 



Secret Garden "Reflection"
Música de Rolf Lovland
Youtube
O texto "O Semeador" foi postado neste blog em 26/07/2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

HORÓSCOPO

Não acredito em horóscopos.
Não creio que a união de Mercúrio e Vênus, por exemplo, possa influenciar a decisão de um emprego, de um amor, de uma atitude... 
Entretanto, eu leio os horóscopos diários dos jornais. Incoerência? Talvez...  e a causa provavelmente seja o hábito antigo de ler o jornal por inteiro, até mesmo os leilões de que não participarei, as grandes ofertas que não comprarei e a triste situação política que vivemos.
Mas, e sempre há um mas... Gosto do horóscopo de Quiroga, que é publicado no Estado de São Paulo, pois, mais que uma previsão, há uma apreciação filosófica da vida, que merece ser pensada.
E ontem, domingo, meu horóscopo dizia: 

Um milagre atrás do outro, assim é a vida. Porém, a visão humana é obnubilada pelo tédio, se convence de ser tudo igual, de nunca acontecer nada surpreendente. Procure tirar esse véu para enxergar a realidade plena.

Depois de alguns minutos saboreando a mensagem, comecei a procurar em minha vida, os milagres diários que vivencio. E eles são muitos...
Ver todos os dias os beija-flores ao meu lado, sem medo, indo e voltando várias vezes, alimentando-se no pé de lantana do quintal... 
Admirar a roseira da Flávia que insiste em me oferecer vários botões que se abrem, antes mesmo que a rosa aberta feneça...
Perceber que meus dedos, que sofrem com a artrite, já não estão mais tão rígidos e as escalas e as lições de Bach já são tocadas no piano com mais leveza...
Ter, ocasionalmente, a família reunida, conversando, rindo, harmoniosamente, sem discussões, sem mágoas, sem cobranças,  feliz simplesmente  por estar junto...
Admirar o céu se tingir de rosa ao entardecer e as primeiras estrelas brilharem no céu ainda azul...
Esses e muitos outros são os  milagres do meu cotidiano, ao meu alcance, presentes em minha rotina. Há outros, e muitos... a alegria do livro quase pronto, o carinho dos amigos que tenho. Seria cansativo enumerar tudo aquilo que faz parte de minha realidade plena.
Todas essas divagações surgiram a partir das palavras dirigidas aos nativos de Gêmeos.
Afinal, não vou deixar de ler horóscopos. 
Ao menos que seja do Quiroga...

Foto: Lívio Soares de Menezes
The World's Best Photos
http://flickrhivemind.net


A fraternidade não é um ideal, é uma realidade cósmica, tudo está interligado por um fio de consciência universal 
Oscar Quiroga
Estado de São Paulo, Caderno 2, p.C6. 11/10/2015



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

TRILHAS

E então a volta:
trilhar os mesmos caminhos,
rever os mesmos rostos,
ouvir as mesmas vozes.
O que mudou? 
Se são os mesmos sinais que se apresentam,
em sua materialidade insípida e curiosa...
Se são as mesmas indagações que levam a um mesmo ponto,
já revisto, já deglutido, já digerido...
O que mudou?
Se as tardes caem em azul e rosa como outrora,
se as manhãs se tingem de asas e sonoridades
invadindo espaços, ressoando cores...
O que mudou no espaço já percorrido,
se tudo se apresenta com os mesmos aromas,
com os mesmos sons, 
com a mesma monotonia insípida?
Mudaram meus passos?
Mudaram meus olhos?
Minha alma inquieta pergunta 
e a  resposta se esconde no fundo da alma:
infeliz ou felizmente, quem mudou fui eu...


"Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente"
(Almir Sater e Renato Teixeira)

Tocando em frente
Almir Sater e Renato Teixeira
Youtube

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

MENSAGEM PARA UM CASAMENTO

Hoje escrevo para uma amiga querida, que vai se casar.

Desejo a vocês:

Muitas manhãs de sol, céu azul 
ou chuva leve, benfazeja,
acompanhadas de abraços e beijos calorosos...

Muitas tardes de trabalho prazeroso, 
de projetos, planos, 
de sorrisos e gargalhadas...

Muitas noites de descanso, aconchego, 
cumplicidade, carinho...

Enfim, desejo a vocês 
uma vida a dois, plena de tudo aquilo
que faz valer a pena acordar, todas as manhãs.

Que faz valer a pena... Viver.



Para finalizar, uma música para alegrar o coração...
Sugar


Créditos:
Imagem: http://transferparachocolate.com.br/casamento.html
Vídeo: https://www.youtube.com/results?search_query=sugar

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

MÚSICA QUE ENVOLVE

O Grupo Vocal Ordinarius consegue nos envolver com a performance perfeita e a simpatia de seus componentes...

Em seu site oficial pode-se ler:

“Grupos vocais são raros na música atual e os poucos que existem geralmente não conseguem ganhar destaque significativo. O simpático sexteto Ordinarius tem tudo para fazer – e faz – diferente. Com técnica impecável e muita irreverência, eles conseguiram criar versões interessantíssimas de clássicos da música popular brasileira neste primeiro disco, homônimo.”
(Site “O Embrulhador“)

Para nosso deleite, a melodia Rosa de  Pixinguinha e Olavo de Souza


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

APENAS UM GRÃO

Apenas um grão
na palma da minha mão...
Germinará em caules, flores, frutos
ou guardará em seu âmago
os mistérios da vida,
imponderáveis...
Apenas um frágil grão.
A um toque se rompe e se esvai
em cacos de futuro
em pedaços de vida
em fiapos de esperança,
todos desfeitos a rolar no vento...

Na palma da minha mão
apenas um grão...
Que brotará tímido, pequenino,
Aos poucos espalhando o verde
claro, escuro, verdejando a vida,
colorindo espaços.
Um grão apenas,
E a vida se torna perene,
na certeza de um amanhã,
e de um depois de amanhã.
Apenas um grão
Na palma da minha mão...

Imagem:
http://www.snpcultura.org/




domingo, 16 de agosto de 2015

ARTE E EMOÇÃO 3: NERIVAL

Quem passasse, alguns meses atrás, pela rampa do nosso Mercado Municipal, veria um senhor simples a pintar... 

Ao seu redor, quadros de uma beleza ímpar, a singeleza da Arte Naïf retratando o trabalho no campo, as festas populares, igrejas, animais... Muita cor, muitos detalhes, compondo cenas em que nossos olhos se perdem, encantados.


Nerival Rodrigues, o premiado pintor, natural de Garanhuns, Pernambuco, radicado nesta minha Mogi das Cruzes, alia simpatia à genialidade. Sua obra, reconhecida no Brasil e no exterior, traz a simplicidade da vida no campo, fruto de suas lembranças de infância.


Hoje embelezo e ilumino este espaço com a obra deste artista que muito admiro.






Imagens: 
www.classificados.com.br
www.vendercoisas.com
www.facebook.com/nerival40

sábado, 1 de agosto de 2015

UM LIVRO UM FILHO

Publicar um livro é gerar um filho.
Desde a gestação de ideias, à produção do texto, a euforia da criação torna diferente o cotidiano, e os dias passam repetindo ações habituais, mas o pensamento, esse está alheio, está no embrião que  começa a tomar forma.
E então vem o momento do nascer, do vir à luz. 
É o momento das decisões, das escolhas, das propostas.
Finalmente as revisões e a hora final.
E nasce!
É um livro! 
Um livro de contos em que a imaginação criou personagens, diálogos, espaços  que conviveram embrionariamente, alguns  durante anos, até finalmente vir à luz.
A partir desse momento deixará de ser somente meu, criará meios de transpor espaços e chegar a outras mentes, convivendo então, com outras idéias.
Seja bem vindo, portanto.
Em algum lugar, por esse mundo afora, haverá uma estante que o abrigará e em que conviverá com outros, os quais também são fruto do desejo de expressar as idéias que povoam uma mente inquieta...



Em fase de revisões, meu primeiro livro de contos chegará em outubro:
Com carinho, ofereço:
O OLHAR DA MADONA


Resultado de imagem para LIVROS QUE VOAM

Imagem: Marcos Monteiro
http://madoniram.blogspot.com.br/2013/07/quando-voam-ligeiro-as-palavras.html

quarta-feira, 24 de junho de 2015

RECOMEÇAR

Encontrei rascunhados estes versos... Nem sei quando escrevi... nem me lembro o que os motivou...

(Como também nem sei quando foi minha última postagem...)


Recomeçar...

Se o riso cessa, se o pranto rola,
se o coração se fecha e o amor se esvai...

Se a dor consome, se o olhar se turva,
se a compaixão se afasta e a solidão se achega...

O coração sofre e deságua em pranto...
Ou então se fecha, árido deserto de pensar...

Mas... 
Se o tempo passa e a mão se estende, amiga e acolhedora,
Se a mágoa abranda e a vida se permite até sonhar...

Aceite o que está por vir:

Sempre será possível um novo começar.




sábado, 25 de abril de 2015

SEMPRE A MÚSICA

A música inspira.
A música inflama.
A música acalma.

Embalados pela música, sonhos dançam no infinito, aguardando a pausa que os trará à prosaica realidade da concretização.

A música é imprescindível...



"O brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) escreveu um total incrível de 2000 obras, muitas das quais são desconhecidas fora da América do Sul. Tendo ficado órfão aos doze anos, sustentou-se tocando violoncelo, vagueando pelo país com o instrumento às costas, absorvendo a música dos índios nativos, assim como a dos colonos portugueses. Em 1915, encontrou Milhaud [professor e compositor francês - viveu no Rio de Janeiro de 1917 a 1919] no Brasil e aprendeu com ele sobre a música de Debussy, Stravinski e outros compositores. Nos anos 20 passou algum tempo em Paris, mas durante a maior parte de sua vida trabalhou no Rio de Janeiro. É mais conhecido hoje pelas suas Bachianas brasileiras, que tratam as melodias de inspiração folclórica no estilo de Bach."
(Keith Spence. O livro da música. )





Bachianas brasileiras nº 4: Prelúdio
Heitor Villa-Lobos
Regente: Isaac Karabtchevsky
Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo 



Cada vez que o vento passa pela área do Canary Wharf, em Londres, Aeolus solta uma série de notas musicais. A escultura ecológica, que tem o nome do senhor dos ventos da mitologia grega, foi criada pelo britânico  Luke Jerram .