A todos os meus amigos, os meus votos de Natal.
Desejo a você
Noites enluaradas,
Róseas tardes
Manhãs de céu azul, sem nuvens,
apenas o azul e o sol.
Desejo a você
Abraços de amigos,
Beijos molhados de lábios infantis,
Olhares de compreensão,
Mãos que apoiam, que acariciam,
que se estendem, companheiras.
Desejo a você
palavras de estímulo, de encorajamento,
de carinho, de confiança,
e também de perdão,
de compreensão.
Desejo a você
Um coração que bate forte e compassado,
capaz de resistir aos golpes da vida;
Pernas fortes que possam levá-lo aonde quiser ir...
E uma cabeça boa,
que identifique o certo do errado,
o justo do injusto,
e possa decidir o seu próprio destino.
Finalmente, desejo a você
a humildade de reconhecer as próprias falhas,
a delicadeza de perceber e compreender o outro,
a alegria das pequenas coisas e dos fugazes instantes de paz...
São esses os meus votos, para este Natal
e para os dias do Ano Novo,
e ofereço, como um brinde, o meu carinho e a minha amizade.
Um espaço para a prosa e a poesia de todo dia, um espaço para os textos que amamos, os textos que produzimos, os textos que geram outros textos... Viver em prosa e poesia, sem perder a ingenuidade e a utopia, mas de olhos abertos para o que se mostra, para o que é presente, para o que machuca e para o que se sente.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
TEMPO DE NATAL
É tempo de Natal!
Todos os sentidos são estimulados: luzes, sons, aromas, delícias na mesa, abraços, beijos... Ao menos uma vez ao ano...
É tempo de Natal!
A sensação de abrir o coração para o outro parece renascer e campanhas, doações, ofertas são feitas aos que mais precisam. Ao menos uma vez ao ano...
É tempo de Natal!
Para muitos, a fé se renova ou renasce, e os templos se enchem de fiéis que creem, que buscam o perdão, ou que prometem, se comprometem. Ao menos uma vez ao ano....
É tempo de Natal!
As famílias se unem, em comunhão, relevando as falhas, esquecendo as mágoas, perdoando as faltas. Ao menos uma vez ao ano...
É tempo de Natal!
Os amigos se confraternizam, as diferenças são esquecidas, os ausentes são lembrados, há uma trégua nas disputas cotidianas. Ao menos uma vez ao ano...
É tempo de Natal!
E como seria bom se esse tempo se prolongasse, permanecesse por todos os dias do Ano Novo, até que chegasse um novo tempo de Natal...
Todos os sentidos são estimulados: luzes, sons, aromas, delícias na mesa, abraços, beijos... Ao menos uma vez ao ano...
É tempo de Natal!
A sensação de abrir o coração para o outro parece renascer e campanhas, doações, ofertas são feitas aos que mais precisam. Ao menos uma vez ao ano...
É tempo de Natal!
Para muitos, a fé se renova ou renasce, e os templos se enchem de fiéis que creem, que buscam o perdão, ou que prometem, se comprometem. Ao menos uma vez ao ano....
É tempo de Natal!
As famílias se unem, em comunhão, relevando as falhas, esquecendo as mágoas, perdoando as faltas. Ao menos uma vez ao ano...
É tempo de Natal!
Os amigos se confraternizam, as diferenças são esquecidas, os ausentes são lembrados, há uma trégua nas disputas cotidianas. Ao menos uma vez ao ano...
É tempo de Natal!
E como seria bom se esse tempo se prolongasse, permanecesse por todos os dias do Ano Novo, até que chegasse um novo tempo de Natal...
NATAL
Di Cavalcanti
http://www.cultura.rj.gov.br/materias/galeriabrasil
domingo, 3 de novembro de 2013
MINAS DE SAULLO E MORAIS
Para o livro Aldeia de Minas (Saullo e Morais - Editora Novo Mundo - 2002), o qual traz fotos e poemas que retratam a cidade de Passa Quatro, assim Rubem Alves iniciou seu prefácio:
Minas é onde o tempo passa devagar.
O passado não quer partir, teima, quer ficar...
E sobre os autores, em meio a uma prosa que é toda poesia, ele discorre:
O César Saullo fotografou esse passado que não quer partir, Minas Gerais.
Os olhos do Saullo fotografam o tempo que não quer partir, os olhos que sofrem de despedidas.
O Régis de Morais é poeta... Em Minas nascem os poetas...
O poeta fala nos silêncios do visível. Põe palavras nos seus interstícios.
ESTAÇÃO
A estação sonha
com silvos de locomotivas negras.
Dentro dela
triangulam sombras de aflitos,
famintos de distâncias.
O sonho
é hoje a essência rósea
da estação,
enlouquecida entre os girassóis
de Van Gogh (meras florinhas
campestres)
"Uma luz, que na falta de palavra melhor,
não posso denominá-la de outro modo,
senão amarela."
(Van Gogh sobre Os Girassóis)
Respeitando os direitos dos autores, a foto da estação de Passa Quatro, aqui exibida, foi copiada do Google Imagens, não sendo de autoria do fotógrafo Régis Morais.
Textos:
SAULLO, Cesar; MORAIS, Régis. Aldeia de Minas. São Lourenço, MG: Novo Mundo, 2002.
Imagens:
Estação de Passa Quatro - Minas Gerais, www.mildias.com, Google Imagens
Os Girassóis, Van Gogh, http://juliananomundodasartes.blogspot.com, Google Imagens
sábado, 5 de outubro de 2013
SEGUINDO O MOTE: AO BRILHAR DOS RELÂMPAGOS
São sempre poéticos os comentários de Eufrázio Filipe, do blog Mar Arável (mararável.blogspot.com).
Aproveitei seu comentário à minha postagem de 21 de setembro e atrevi-me a continuar o poema. São dele os cinco primeiros versos.
Aproveitei seu comentário à minha postagem de 21 de setembro e atrevi-me a continuar o poema. São dele os cinco primeiros versos.
AO BRILHAR DOS RELÂMPAGOS
Há flores
em todas as estações
em todos os apeadeiros da vida
mesmo que chova ou faça sol
em todos os apeadeiros da vida
mesmo que chova ou faça sol
Por cá um
dia brilharão
os relâmpagos
os relâmpagos
Iluminarão
as sendas mais profundas,
e farão
tremer pétalas e caules e folhas...
E nesse
despertar de flor
olhos
abertos, em procura infinda,
ela percorre
as estações sem pressa,
mesmo que
chova ou faça sol
O que
procura, mulher-flor,
iluminada
por relâmpagos
na noite infinda de todas as estações?
O que
espera, flor-mulher,
da chuva e
do sol,
a trilhar sem
cansaço todos os caminhos?
Não há quem
saiba, não há quem responda
mas em todas
as estações, lá está ela, mulher flor,
em todos os
apeadeiros da vida, lá está ela, flor mulher,
mesmo que
chova ou faça sol
Um dia,
talvez, quem sabe,
ao brilhar
dos relâmpagos ela, enfim em sossego,
adormeça para
sempre aconchegada
em um braço
de mar...
Maria Emília Costa Moreira
Mulher-Flor ou Flor-Mulher.blogspot.com
(técnica mista s/ madeira: - areia, papel, conchas, cola, verniz e acrílico - 42x54) rep.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
SEMPRE O TEMPO...
Semana complicada...
Compromissos inadiáveis, documentos, chuva, cansaço...
Pouco tempo para os bons momentos...
Para compensar tudo de estressante que aconteceu nessa semana, a bela imagem da aquarela do amigo Marco Namura, aquarelista de Mogi das Cruzes, artista de reconhecido valor.
Perder-se nessas linhas e nessas cores, é alegria para a alma.
Aquarela
Marco Namura
Facebook
"Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu..."
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu..."
Aquarela
Toquinho
A
sábado, 21 de setembro de 2013
ELA ESTÁ CHEGANDO!
Amanhã, ela vai chegar.
Perfumando a vida,
invadindo olhares com suas cores,
alegrando a alma com sua beleza.
É primavera!
FLORES DO NOSSO QUINTAL
Fotos de Ana Flávia Gatti
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
VIOLA E PAIXÃO
A princípio foi a música.
Aqueles acordes doídos, profundos, atingiram-na, sobrepuseram-se à conversa. "Escutem, é música de viola..." Não a escutaram, a discussão esquentara, política inflama as pessoas, a música e a viola tocavam somente a ela.
Aproximou-se da janela, a brisa quente trazia a melodia dedilhada, em tons menores, plangentes...
Silêncio, algumas palmas, "toca outra, mais uma..." Da sala vizinha, os sons recomeçaram, mais alegres agora. Ao seu lado a discussão: recessão, arrocho, terceiro mundo...
Hoje não queria discutir ou propor melhorias ao seu país, hoje queria apenas... ouvir uma moda de viola. A passos lentos dirigiu-se à sala vizinha.
Viu primeiro a viola, a madeira polida refletindo a luz. As cordas, vibradas com maestria, tremiam, ora gemendo, ora chorando, ora vibrando em alegres sons.
Em seguida notou as mãos: magras, ágeis, longos dedos morenos que acariciavam as cordas em um misto de força, segurança e meiguice.
Só então observou o dono daquela viola, o dono daquelas mãos, o senhor daquela música.
Curvado sobre o instrumento, os cabelos longos sob o chapéu, os olhos semicerrados, sentindo a melodia.
As palmas que se seguiram ao silêncio das cordas, fez com que ele levantasse os olhos e nesse momento se olharam pela primeira vez.
"Esta é para a moça dos olhos azuis."
Todos se voltaram para ela, que sentiu o rosto queimar.
Logo a música recomeçou e a envolveu. Como numa nebulosa escutou os sussurros da pessoa ao seu lado: "Como toca, não? É amigo do meu irmão, foi ele quem o trouxe. Dizem que é a melhor viola caipira daqui da região..."
Mas, nada disso importava. A música era uma conquista, cada nota um carinho, como mãos se tocando, se reconhecendo...
Novamente a viola se calou. Novamente os olhos se encontraram e ela agradeceu com um sorriso.
Percebeu que ele se levantava, pousava com cuidado a viola sobre a mesa e chegava até ela.
A melhor melodia começava a ser dedilhada agora. E a dois...
Um violeiro toca
Almir Sater
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