segunda-feira, 14 de julho de 2014

CONVITE

Fiquei lisonjeada pelo convite feito pela Ana do blog (In)Cultura. Esta  amiga convidou-me a responder a algumas questões que refletem nosso posicionamentos perante a vida e as situações que enfrentamos. Obrigada, minha amiga.
Seguem as questões e as minhas respostas.




O mundo seria muito mais feliz se ...
as pessoas se preocupassem mais em Ser e não em Ter.

Uma amizade é realmente importante quando ...
não é preciso explicar-se. Ela se basta.

Paciência e tolerância são para mim ...
essenciais para uma vida tranquila.

Algo que me irrita profundamente é ...
a falsidade e a grosseria.

Acho que as pessoas mais humildes ...
são facilmente enganadas pelos maus políticos. Principalmente neste meu país. É preciso que a educação e a cultura não sejam privilégios de uma classe social mais favorecida.

Quando o dia amanhece nublado eu ...
eu me sinto feliz. Amo os dias nublados e chuvosos. (embora também seja feliz em dias de sol...)

Uma qualidade indispensável nas pessoas é ...
a sinceridade. Um amigo sincero não tem preço. 

Devo agora convidar seis pessoas para que respondam às questões propostas, a fim de continuar o desafio. Como disse a Ana, sintam-se à vontade para não aceitar o convite. 

Convido  
Maria Emília do blog  Mulher-Flor ou Flor-Mulher
Angelines do blog  El bosque de Trimbolera
Cristina do blog Sarau da Cris
AC do blog Interioridades
Gilson do blog Espaço Imaginário 
Lis do blog Simplesmentelis



domingo, 13 de julho de 2014

ARTE E EMOÇÃO - 1

A arte emociona.
O brilho do mármore da Pietá de Michelângelo é indescritível, e imaginar que a mão do homem tirou da pedra tanta beleza, nos faz ficar imóveis, apenas olhando, a perder-se  em suas linhas, formas, cor e brilho.
Outras emoções sentimos ao observar o painel Guernica, de Pablo Picasso. A força da imagem,  o contraste do preto e branco, as expressões angustiadas, conseguem nos incomodar, perceber e partilhar a revolta para uma situação de conflito.
Assim é a arte: para inundar nossos olhos, compreendendo ou não o que o autor pretende, mas sentindo, identificando-nos, apreciando ou rejeitando, mas sempre tocados por ela.
Hoje trago uma obra de um amigo especial. Excelente professor universitário, palestrante admirado por todos que participaram de suas apresentações e  - descubro agora - também um grande artista:  Professor Doutor Francisco Carlos Franco. Com sua autorização, reproduzo aqui a bela obra de arte produzida por ele.



PELAS RUAS ONDE ANDEI - MOGI
Francisco Carlos Franco

Para fechar esta postagem,  o poeta de todos nós: Manoel de Barros.


UMA DIDÁTICA DA INVENÇÃO
Manoel de Barros

XIII
As coisas não querem mais ser vistas por
pessoas razoáveis:
Elas desejam ser olhadas de azul -
Que nem uma criança que você olha de ave.

MORICONI, I. Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro, Objtiva, 2001. p.312.




sexta-feira, 4 de julho de 2014

SEMPRE POESIA - 1

VISÕES DE FAMÍLIA

Encontro um poema de Drummond, acompanhado de uma tela de Botero, em um  livro didático que usei muito em minhas aulas de Língua Portuguesa, por oferecer uma visão abrangente do uso da língua, não se atendo apenas às noções gramaticais.
Drummond, meu poeta preferido, várias vezes lembrado neste espaço, e Botero, o  pintor colombiano  que apresenta a figura humana sempre em formas arredondadas.
Imagem e poema retratando a visão do artista para um tema de alto valor afetivo.


FAMÍLIA
Carlos Drummond de Andrade

Três meninos e duas meninas,
sendo uma ainda de colo.
A cozinheira preta, a copeira mulata,
o papagaio, o gato, o cachorro,
as galinhas gordas no palmo de horta
e a mulher que trata de tudo.

A espreguiçadeira, a cama, a gangorra,
o cigarro, o trabalho, a reza,
a goiabada na sobremesa de domingo,
o palito nos dentes contentes,
o gramofone rouco toda noite
e a mulher que trata de tudo.

O agiota, o leiteiro, o turco,
o médico uma vez por mês,
o bilhete todas as semanas
branco! Mas a esperança verde.
A mulher que trata de tudo
e a felicidade.

CEREJA, W.R.; MAGALHÃES, T.C. Gramática Reflexiva: texto, semântica e interação. São Paulo, Atual, 1999. p.106.

A família - Fernando Botero
1989
arteseanp.blogspot.com.br

domingo, 29 de junho de 2014

LUGARES - 1

A beleza está em nós. Em nosso olhar, em nosso sentimento, em nossa sensibilidade.
Já tive a oportunidade de ver pessoas passarem apressadas, olhando de relance obras de arte que a mão do homem produziu, ou então verdadeiras obras de arte produzidas pela natureza, apressadas para chegar a qualquer centro de compras e comprar, comprar, comprar...
Mas há aqueles que, como eu, guardam com carinho e admiração, momentos de verdadeira contemplação, em que se pode perceber a grandiosidade, a perfeição das linhas, das formas, das cores, das texturas...
Dentre os muitos lugares e obras que me encantaram, não me esqueço da sensação de grandiosidade que me fez até perder o ar, quando, ao sair de uma daquelas estreitas  ruas de Florença, deparei-me com o majestoso Duomo.
A Catedral Santa Maria del Fiore, de Florença, construída em 1296, impressiona não apenas por sua grandiosidade, mas também  pela cúpula de Fillippo Brunelleschi e pela fachada, do século XIX, que apresenta um trabalhado mosaico  em mármore colorido, no estilo neogótico.(Wikipedia, enciclopédia livre).
Inesquecível!



1. Ao final da via medieval, o Duomo nos aguarda...




2. Mosaico em mármore colorido...


3. A "Porta do Paraiso"


4. O Duomo ao entardecer.

Fotos: 
1. Ana Flávia Gatti; 
2. Ana Flávia Gatti; 
3. Imagebank: http://chnm.gmu.edu/courses/ffolliott/arth340/imagebank.html ;
4.www.disfrutaflorencia.com


quinta-feira, 26 de junho de 2014

PERÍODO SABÁTICO





         Após um período sabático, estou de volta.

        Depois de digitar a frase acima, parei a refletir sobre ela e fui em busca do significado da palavra sabático. Encontrei no blog Caminho a pé algumas informações interessantes, que transcrevo a seguir.

Shabat ou Sabá em português, é o nome dado ao dia de descanso semanal no judaísmo, simbolizando o sétimo dia em Gênesis, após os seis dias de Criação.

A palavra hebraica שבת, shabāt, tem relação com o o verbo שבת, shavāt, que significa "cessar". Apesar de ser quase universalmente como "descanso" ou um "período de descanso", uma tradução mais literal seria "cessão". Cessão de um ciclo de trabalho, de relacionamento ou de vida.

 http://caminhoape.blogspot.com.br/2010/03/periodo-sabatico.html



      E realmente assim foi. Simplesmente parei. Por três meses deixei de escrever, comentar e, até mesmo, ler os blogs que sigo. Por quê? Não sei.
Nem mesmo o conto cujo final ainda está por ser escrito, o romance em que trabalho há já algum tempo... Nada.
       Uma pausa. Um hiato. Uma cessão.
    Final de um ciclo que hoje se reinicia, com o objetivo de trazer neste blog algo mais organizado, mais planejado e sem a carga de estresse que me acompanhava nas últimas postagens, ao procurar temas ou poemas (perdoem a rima pobre...) , com a angústia da exigência pessoal de publicar.
    Espero que este novo ciclo seja longo e que a chama que o alimenta seja bem mais duradoura do que a da vela que ilustra esta página.
       
Abraços a todos.





domingo, 2 de março de 2014

SOBRE FOTOGRAFIA, ARQUITETURA E ARTE


Beco do Pinto - São Paulo - SP
http://www.prefeitura.sp.gov.br



O "Estadão" deste domingo traz o interessante e agradável ensaio da designer gráfica e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Priscila Farias, com o título "Beleza Áspera". Nele, a professora apresenta o fotógrafo J. R. D'Elboux que registrou  o conjunto de letras e números que fazem parte do espaço urbano. Transcrevo os primeiros parágrafos. 


Caminhando pelas ruas da cidade, somos cercados por eles. Forjados em metal, incrustados nos granitos imponentes que revestem as fachadas dos edifícios do centro histórico. Dourados como o ouro doado para o bem de São Paulo. Traçados com a régua, o compasso e os esquadros dos engenheiros e arquitetos modernistas. Mas também acidentais e acidentados, na fronteira da legalidade, inscritos na madrugada, com os espirros calculados de tampinhas customizadas ou com rolinhos selvagens, tinta pingando nos ombros do colega que deu suporte.
Eles são as letras e números que marcam, demarcam e conduzem o fluxo urbano. Informam o nome do edifício, o tipo de comércio e os algarismos que correspondem a sua posição na rua. Indicam que aquele é (ou era) o lugar de colocar as cartas, o leite, o pão.  [...]
Esse conjunto de letras, números e sinais presentes no espaço público constitui a paisagem tipográfica da cidade. É um conjunto vasto e complexo, como a própria metrópole. Tem características que variam de bairro para bairro, e até de rua para rua. Essas características contribuem para a percepção de certo sentido de lugar, que, ao se tornar parte da memória coletiva, influencia a constituição de uma identidade local.


Leia o ensaio em http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,beleza-aspera,1136258,0.htm

Conheça o trabalho do fotógrafo em http://tipospaulistanos.com.br/

Como sugestão de harmonização o fotógrafo sugere a melodia So Long Frank Lloyd Wright


So Long Frank  Lloyd Wright
Nouvelle Cuisine
Youtube
Frank  Lloyd Wright (1857-1959), arquiteto americano, defendia que o projeto deve ser individual, de acordo com a localização e finalidade. Dizia que "a forma e a função são uma só".
http://educacao.uol.com.br/biografias/frank-lloyd-wright.jhtm

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

MONTANHAS DE MINAS


copyright Albertina Dias
no blog: NATUREZA - Um toque especial de Deus
Postado por Thymonthy Becker
http://oprevisor.blogspot.com.br/2010/08/as-montanhas-das-minas-gerais.html


Fartas e femininas
são as montanhas de Minas:
contornos arredondados
vegetação que se transforma
aos olhos do viajante.
Ora abundante,
ora veludo verde, atapetando a terra,
pincelado pelo gado do bom leite.

Essa Minas que conheço
e que me acolhe hospitaleira
tem um quê de antepassados,
de uma avó que conheci apenas
pelos contares depois da janta:
de uma avó ainda menina, que o italiano comprou...

Essa Minas que eu conheço
revigora, fortalece,
firma meus passos que o tempo
teima em enfraquecer.
Nela eu bebo da água boa, 
das fontes que jorram sem cessar.
Nela eu encontro a paz
em sonoridades aladas,
em farfalhar de folhas que o vento embala, suave.

Minas, as Gerais,
terra de meu pai, de minha avó,
presente no sangue e na estima,
me encanta e estará sempre
na lembrança afetuosa, no desejo de voltar...



Como faz um viajante, a procurar horizontes...
Almir Sater
Horizontes
Youtube