sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

UM NOVO ANO: A VIDA SE RENOVA

A Natureza jamais vai deixar de nos surpreender. As teorias de hoje, das quais somos justamente orgulhosos, serão consideradas brincadeira de  criança por futuras gerações de cientistas. Nossos modelos de hoje certamente serão pobres aproximações para os modelos do futuro.[...]Teorias científicas jamais serão a  verdade final: elas irão sempre evoluir e mudar, tornando-se progressivamente mais corretas e eficientes, sem  chegar nunca a um estado final de perfeição. Novos fenômenos estranhos, inesperados e imprevisíveis irão sempre desafiar nossa imaginação. Assim como nossos antepassados, estaremos sempre buscando compreender o novo. E, a cada passo dessa busca sem fim, compreenderemos um pouco mais sobre nós mesmos e sobre o mundo a nossa volta.[...]
É a persistência do mistério que nos inspira a criar.
Marcelo Gleiser, A dança do Universo, 2006.




   Ocultista e alquimista francês, François Jollivet Castelot alegava poder transformar prata em ouro.
http://hypescience.com/incriveis-imagens-de-antigos-laboratorios/


Mark Reece, à esquerda, e Don Susan examinam um novo botão de liga de memória que eles removeram de um arco-aparelho de fusão. Várias novas ligas têm sido desenvolvidas no Sandia
http://hypescience.com/imagens-incriveis-laboratorios-cientificos/

sábado, 4 de outubro de 2014

A VIDA NÃO ERA ASSIM...

Caros amigos,
Desde que incorporei o blog ao Google+ várias pessoas tiveram dificuldade em comentar as postagens. Assim, achei melhor desativar essa ferramenta e voltar ao sistema anterior. 


Em véspera de eleições presidenciais, a música de Ivan Lins vem bem a propósito:
"A vida não era assim...
       A gente não era assim..."


Abraços a todos que me seguem.

Abre alas
Ivan Lins
Youtube

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

LUGARES 3 - LA SAINTE CHAPELLE

A manhã era fria naquela primavera parisiense. Após o café com croissants iniciamos nossa caminhada diária, descobrindo a cidade com olhos deslumbrados. Sem guia, sem destino, apenas indo ao encontro de lugares que gostaríamos de ver, de estar, de sentir.
A sensação de estar em Paris já era gratificante, afinal era  um sonho se realizava. Entretanto não esperava mais do que a beleza que já vira em fotos e em filmes. 
Foi quando entramos na Sainte-Chapelle.
A igreja inferior é bela e harmoniosa. Baixa,  com apenas sete metros de altura, impressiona  pelos  vários arcos, sustentados por colunas finas e pela cor. Ou como dizem os especialistas, pela decoração policromática.
Mas, o que vemos ali embaixo não sinaliza o que nos espera ao subir a escada em caracol.
Ao fim da escada, o impacto de uma igreja imensamente alta (vinte metros de altura) parecendo quase totalmente formada de vitrais multicoloridos em que predominam o azul e o vermelho. É deslumbrante!
Emociona  pensar que essa obra de arte foi construída no século XIII, sobreviveu a duas guerras mundiais e se mostra ainda perfeita com toda sua beleza.
Um lugar inesquecível!




Sainte-Chapelle - Igreja Inferior


Sainte-Chapelle - Igreja Superior


Sainte-Chapelle - Detalhe do vitral


Imagens:
http://visite-guidee-paris.fr/visites/sainte-chapelle/
http://hmunro.wordpress.com/2012/11/29/la-sainte-chapelle-paris-crown-jewel/
http://inzumi.com/en/travel/point-of-interest/d_id/Paris/c_id/Sightseeing/p_id/La-Sainte-Chapelle

sábado, 23 de agosto de 2014

SEMPRE POESIA 3: DOIS POEMAS




Dois poemas, dois apelos. 
O primeiro leva o leitor à exploração dos significados, à busca das interpretações subjetivas. Extremamente conciso e direto, permite, entretanto, um aprofundamento das ideias, um desdobramento de imagens e de sensações.
O segundo nos faz navegar pela sonoridade e plasticidade, um poema luminoso e iluminado, que se abre à exploração dos sentidos.


                                                          SERENATA SINTÉTICA
                                                                Cassiano Ricardo

Rua
        torta

Lua
          morta

Tua
          porta


LUZ DO SOL
Caetano Veloso


Luz do sol, 
Que a folha traga e traduz
Em verde novo, em folha, em graça,
Em vida, em força e em luz.
Céu azul, 
Que vem até aonde os pés tocam a terra
E a terra expira e exala seus azuis.

Reza, reza o rio,
Córrego pro rio,
O rio pro mar.
Reza a correnteza,
Roça a beira,
Doura a areia.

Marcha o homem sobre o chão,
Leva no coração uma ferida acesa.
Dono do sim e do não
Diante da visão da infinita beleza
Finda por ferir com a mão essa delicadeza,
A coisa mais querida:
A glória da vida.

Luz do sol
Caetano Veloso
   Youtube


Poema: Serenata Sintética, de Cassiano Ricardo e Luz do Sol, de Caetano Veloso em: INFANTE, Ulisses. Do texto ao texto. 5.ed. São Paulo, Scipione, 1998.
Imagem: sweet-hope. blogspot.com.br


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ARTE E EMOÇÃO 2: AS QUATRO PIETÁS DE MICHELANGELO

Contemplar a Pietá de MIchellangelo, no Vaticano,  é perceber a beleza em sua forma mais perfeita: a cor e o brilho do mármore, a expressão da Madona e do Cristo morto, as linhas sinuosas, a perfeição dos corpos, das vestes... 
Sabe-se entretanto que esta é apenas uma das quatro Pietás esculpidas pelo artista. Outras três, das quais duas  são reconhecidamente dele, encontram-se nos museus de Florença e Milão. Cada uma delas , com suas peculiaridades, expressam a força e a grandiosidade de Michelangelo Buonarrotti..


Pietá Vaticana ou de São Pedro, em mármore de Carrara, encontra-se no Vaticano.



Pietá Bandini, encontra-se no Museu dell' Opera del Duomo, em Florença. Diferente das demais, traz, amparando Cristo, uma figura masculina: José de Arimateia. Diz-se que o rosto deste é o auto-retrato de MIchellangelo.


Pietá de Palestrina, encontra-se na Galleria dell'Accademia, também em Florença. Uma das duas Pietás inacabadas de Michellângelo, há dúvidas sobre a autoria, por não existirem documentos que provem sua autenticidade.


Finalmente, a Pietá de Rondanini, também inacabada, pode ser vista no Castelo Sforzesco, em Milão. Sabe-se que Michelangelo trabalhava nesta obra pouco antes de morrer.



LA PIEDAD:  Robert Hupka e Giorgio Vasari. 
Melodia: Angeli, de Sacha Lazard
Youtube

As informações contidas nesta postagem foram obtidas no blog SIMECQ.CULTURAhttp://simeqcultura.blogspot.com.br

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

LUGARES 2: SOL, PRAIA, MAR E FELICIDADE

Afinal o que é ser feliz?
Já disse uma vez que a felicidade está nas pequenas alegrias do dia a dia. 
Entretanto é preciso saber valorizar todos os momentos, deixando de lado angústias, dores, temores, que povoam nossa mente e corpo e abrir os olhos para a vida.
Deixar que a beleza de uma manhã, os acordes de uma melodia ou o aroma de uma flor dominem nossos sentidos...

Peço perdão aos meus amigos fotógrafos e completo a postagem com imagens feitas com minha câmera, velhinha como eu, de lugares que me proporcionaram  momentos de muita paz e felicidade. E finalmente a música saborosa de Vanessa da Mata e Gilberto Gil: Quando amanhecer.


"Pescador da  barca bela,
onde vai pescar com ela?"
(Almeida Garret)

"Quem vem pra beira do mar
Nunca mais quer voltar..."
(Dorival Caymmi)

" O mar, quando quebra na praia,
é bonito, é bonito..." 
(Dorival Caymmi)

"Quando amanhecer
     Será pra iluminar você..."
(Vanessa da Mata)

Quando amanhecer
Vanessa da Mata e Gilberto Gil
Youtube

Fotos das praias de Astúrias e do Tombo em Guarujá, São Paulo

segunda-feira, 28 de julho de 2014

SEMPRE POESIA - 2: GOTAS DE CHUVA



http://umolharsonhador.blogspot.com.br

Gotas de chuva na janela
e o coração se agita
em dolorosas memórias 
de lama e dor.

Gotas de chuva na janela
e a alma enclausurada em esquecimento
apenas observa o correr das gotas,
sem lembranças...

Gotas de chuva na janela
e a mãe, o filho ao colo,
murmura preces,  
esperando um  milagre.

Gotas de chuva na janela
e a ansiedade adolescente  
 vê planos desfeitos, 
prazeres adiados.

Gotas de chuva na janela
e prenúncios de barcos  de papel na enxurrada
fazem sorrir o menino
antecipando folguedos.

Pensamentos vários, lembranças remotas,
e o verso brota e flui, riscando a página,
inconstante e fugaz como as gotas de chuva  na janela.