sábado, 5 de janeiro de 2013

ETERNO RECOMEÇAR

A Poesia está em nossa vida
como a luz que entra pela janela aberta, como o céu azul dourado do anoitecer, como a andorinha que voa ligeira nas tardes de verão, como o aroma adocicado da dama-da-noite, como o som das águas que batem nas pedras do rio...
Tudo está aí, sempre.
É preciso, no entanto, saber ver, sentir, ouvir...


UMA DIDÁTICA DA INVENÇÃO

Manoel de Barros



No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos
passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um
verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos –
O verbo tem que pegar delírio.

BARROS, Manoel de. Uma didática da invenção. In: MORICONI, Italo. Os cem melhores poemas brasileiros do século.
 Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.



REVOADA DE ANDORINHAS


Google imagens: danielthame.blogspot.com/2011



ANDORINHA - de Vitor Maia

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