segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ruas da minha infância

Relembro as ruas que palmilhei,
menina ainda,
descobrindo o mundo, aprendendo a viver...
Lembro-me do sol,
sol de agosto, abafado,
o vento quente, a tarde avemelhada.
No fim da rua, a amarelinha,
o sol aquecendo o corpo,
o vento balançando as tranças...
Ruas da minha infância,
a saudade bate mansinho quando novamente
percorro meus caminhos,
e a menina, adormecida em mim,
brota na mulher:
presente e passado se encontram
e continuam, a passos largos
em direção ao futuro certo,
ou incerto?
Quem sabe...