quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

DOS HOMENS PARA OS HOMENS

Gosto de monumentos. Prefiro não pensar que existem para justificar um voto, para saldar uma dívida, para compensar uma perda...
Prefiro pensar utopicamente, que é apenas uma homenagem: do homem para o homem.
Por estes caminhos que tenho trilhado, aqui perto ou distante, além mar, visito, admiro e fotografo o testemunho de que alguém é merecedor de uma homenagem. Seja por situações de alegria, de sucesso, seja por situações de grande infelicidade.

A velha Europa é cheia de monumentos que atestam o poderio de reis lado a lado com a lembrança do sofrimento dos oprimidos, dos injustiçados, dos feridos no corpo e na alma...
Dentre todos os que vi, um deles me emocionou: em Budapest, no Bairro judaico, nos fundos da Grande Sinagoga, o salgueiro majestoso presta uma homenagem aos judeus mortos na segunda  guerra mundial. Cada pequena folha traz o nome de uma família sacrificada.
A beleza da obra, aliada à tristeza do que representa, emociona o viajante mais desavisado.


MEMORIAL DO HOLOCAUSTO
OBRA DE IMRE VARGA