sexta-feira, 30 de outubro de 2015

SOBRE MEMÓRIA E AFETO: OLGA DUARTE NÓBREGA

A memória afetiva é algo peculiar. Lembramo-nos de fatos e de pessoas que nos marcaram e nos esquecemos daqueles que não chegaram a nos influenciar, seja de forma positiva ou negativa.
Dentre aqueles que guardo em minha memória, com carinho e admiração, está Olga Duarte Nóbrega. A lembrança dessa grande pintora e poetisa mogiana vem atrelada à imagem de minha mãe, que também muito a admirava e estimava.
Coube-me como herança,  a tela  de Olguinha, como ela a chamava, e que tenho agora na parede que fica atrás de mim, enquanto digito estas palavras.
Representa um caminho, em que se vislumbra a silhueta de uma mulher e de uma criança. Á direita um conjunto de árvores e à esquerda uma construção que poderia ser uma casa, ou uma escola. Conhecendo a trajetória de minha mãe, professora que iniciou sua carreira na roça, em casas cedidas pelos fazendeiros, é possível perceber que a tela é uma homenagem a ela.
No verso, a dedicatória, com palavras de carinho e admiração, e a data: maio de 1980.
Até hoje ativa e produzindo belas obras de arte, Olga Duarte Nóbrega  faz parte dessa legião de artistas que vive e produz em Mogi das Cruzes, minha terra.




Olga Duarte Nóbrega nasceu em Mogi das Cruzes e desde criança se interessou por artes plásticas e poesia, até que em 1961 passou a ter aulas no ateliê do pintor e professor de pintura Antonio Ferri. "Seu estilo pode ser definido como Expressionismo Figurativo, com seu modo peculiar, poético e espiritualista de representar a vida", destaca Mieka Fukuda.[...]
Seus gêneros prediletos são paisagens com casarios, com capelas e igrejas, e urbanas, além de retratos cenas de cultura popular, de manifestações religiosas e folclóricas e natureza morta.

(Texto publicado na página da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, em 09/12/2011, quando da entrega do título de Honra ao Mérito a Olga Duarte Nóbrega.)


Olga em homenagem na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes
http://www.cmmc.sp.gov.br/